Saúde mental, mais que um assunto, uma urgência

No decorrer do ano muitas situações começam a surgir, problemas aparecem, o trabalho cobra e você acaba “abraçando o mundo com as pernas”. Seu corpo e sua mente dão sinais de esgotamento e a ansiedade, muitas das vezes ignorada, evolui em depressão.

O tema saúde mental vem sendo abordado dentro das empresas, rodas de amigos e nos debates de família sendo um dos assuntos o acúmulo de atividades no cotidiano, ainda mais nestes dois anos de pandemia em que o ser humano teve que se desdobrar para trabalhar e se preocupar com o avanço da COVID-19.

Todo esse acúmulo causa um desgaste mental prejudicial à saúde, levando a ansiedade, depressão e crises de pânico. Entre os anos de 2019 e 2020, houve uma crescente na procura por profissionais da área da saúde mental, assim como o consumo de remédios psiquiátricos. Em uma pesquisa feita pela consultoria IQVIA a pedido do Conselho Federal de Farmácia (CFF) apontou que houve um crescimento de quase 14% nas vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor, usados nos casos de transtornos afetivos, como depressão, distimia (neurose depressiva) e transtorno afetivo bipolar.

Dentro do trabalho, o esgotamento está evoluindo em uma doença preocupante conhecida como Síndrome de Bornout, que é referente ao o desgaste no trabalho vinculado ao excesso de responsabilidades, pressão, conflitos, excesso de demandas e até mesmo competitividade.

O termo “Bornout” é originária da junção de duas palavras em inglês: burn (queimar) out (externo), logo possui a ideia de “Queimar de fora para Dentro”, metaforizando os fatos externos que causam muita pressão na mente (interno). Os sentimentos, sensações e pensamentos causados pelas atividades desgastantes geram consequências que vão de episódios de ansiedade até quadros depressivos graves.

Sintomas da Síndrome de Bornout

Existem muitos sintomas e não é necessário passar por todos eles para ser diagnosticado. A princípio eles aparecem de forma leve e vão piorando no decorrer do tempo. Os pacientes, a princípio, reagem a estes sintomas como se fossem passageiros, porém com o aumento da frequência e intensidade a busca por ajuda de um profissional especializado é essencial. Os sintomas mais comuns são:

  • Exaustão extrema, física e mental;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Alterações no apetite: sentir mais ou menos fome;
  • Insônia;
  • Sentimentos de fracasso e insegurança;
  • Dificuldades para se concentrar;
  • Pensamentos negativos constantes;
  • Sentimentos de derrota e incompetência;
  • Desânimo;
  • Alterações de humor;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Dores musculares;
  • Isolamento;
  • Alteração dos batimentos cardíacos;
  • Problemas no sistema gastrointestinal (estômago e intestino).

Tratamento correto

A forma de se tratar uma Síndrome é buscar o auxílio de um profissional especializado, que vem a ser um Psicólogo para te orientará a lidar com as pressões, sentimentos e pensamentos da melhor forma para que você consiga seguir em frente de maneira saudável e segura.

O uso de medicamentos pode ser indicado apenas em casos clínicos mediante à prescrição de Profissional Clínico, no caso da saúde mental, um psiquiatra, porém este profissional será indicado mediante a um encaminhamento do psicólogo.

Assim como Outubro Rosa, Setembro amarelo, Novembro azul, Janeiro recebeu uma campanha para as questões e necessidade relacionadas à saúde mental, o Janeiro Branco. De maneira simbólica, janeiro representa a propensão de pensar na vida , nas emoções e sentidos emocionais e a cor branca é um incentivo para se escrever novas histórias e preencher espaços vazios. Neste contexto de pandemia, a procura por atendimento psicológicos aumentou significativamente desde de 2019 nos setores público e privado, sendo o isolamento social um cenário propenso para piora na saúde mental dos cidadãos.

Origem do Janeiro Branco

A Campanha foi idealizada pelo Psicólogo de Minas Gerais Leonardo Abrahão que em 2014 juntou-se com outros profissionais e foram as ruas, as mídias e instituições com o temas de “Saúde Mental”, “Saúde Emocional”, Sentido da Vida” ,“Qualidade emocional de vida” e “Harmonia nas Relações Humanas”. Desde então, a campanha ganhou força no cenário nacional, sendo uma das maiores do mundo em prol da construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade.

No Brasil, de acordo com uma pesquisa do Instituto FSB, 62% das brasileiras e 43% dos brasileiros afirmaram que a saúde emocional ‘piorou’ ou ‘piorou muito’ durante a pandemia. Outro estudo, desenvolvido pelo Instituto Ipsos e encomendado pelo Fórum Econômico Mundial, concluiu que 53% dos brasileiros achavam que sua Saúde Mental “tinha piorado bastante no último ano”. Em um recente estudo realizado pela FIOCRUZ e outras seis universidades nacionais, enquanto 40% da população brasileira apresentavam sentimentos frequentes de tristeza e de depressão, outros 50% da mesma população apresentavam frequentes sentimentos de ansiedade e de nervosismo. Em relação às faixas etárias iniciais da vida, uma pesquisa
conduzida pelo UNICEF/Gallup mostrou que 22% dos adolescentes e jovens brasileiros de 15 a 24 anos se sentem deprimidos ou têm pouco interesse em ‘fazer coisas’.

Acompanhamento Inside Work

Um maneira de prevenir que a Síndrome de Bornout não agrave e que ela seja tratada da melhor maneira possivel, é proporcionar um ambiente de trabalho agradável, leve e aberto, ou seja, buscar maneiras de não tornar as tarefas, mesmo que delicadas e de alta complexidade, um fardo para quem irá executá-las. São estratégias de inteligência emocional, priorização das atividades, associação do lado humano com o profissional, que auxiliarão na prevenção e tratamento dos pacientes.

Uma forma que as empresas estão encontrando de manter a saúde mental de seus colaboradores é disponibilização de profissionais, em sua maioria da própria equipe de Recursos Humanos, para orientar e realizar ações institucionais para que se mantenha o ambiente organizacional agradável. Desta forma, prevenir crises e a própria Síndrome de Bornout.

Pesquise e vá!

Há um tempo atrás, ir na terapia, ou no psiquiatra, era visto com olhos preconceituosos e de gasto supérfluo de tempo e dinheiro, porém o tema de saúde mental passou a ser tratado como urgência devido ao alto índice e resultados positivos dos tratamento.

Criar o hábito de ir nos consultórios destes profissionais é sinal de uma busca por uma vida saudável, assim como praticar atividades físicas. Muitos profissionais durante a pandemia do COVID-19 adotaram consultas on-line e hoje já é uma das opções que você pode aderir caso esteja em isolamento, ou se for de sua preferência.

A principal forma de tratar e ter uma boa saúde mental é encontrar, principalmente, ir em um profissional. Desta forma, juntos encontrarão a melhor forma de tratar e evitar um gravame físico, social e psicológico que influenciará diretamente em tudo ao seu redor. Existem profissionais especializado para cada forma de síndrome, doença ou distúrbios, de psicoterapeutas a profissionais de psicanálise, pesquise e vá.

Tudo bem, não estar bem, porém busque o por quê para que você esteja e em dia com sua saúde.

Informações e imagem do site e campanha Janeiro Branco https://janeirobranco.com.br/ acessada em 15 de janeiro de 2022.

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