Dia Nacional das HQ’s, 153 anos da edição nº 1.

Os brasileiros são fissurados em heróis, em histórias fantásticas e filmes empolgantes, não é atoa que as salas de cinemas e livrarias, em dias de lançamentos, sempre estão lotadas. De crianças a adultos, existe um vislumbre em curtir cenas de batalhas retratadas em forma de HQ’s (Histórias em Quadrinhos), essa magia é o que faz deste gênero textual um sucesso mundial.

Histórias das Histórias . . .

As pinturas dos tempos rupestres para retratar caçadas épicas e o registro de rituais místicos, datam o inicio de uma forma de representação voltada para eternizar momentos e feitos heroicos. Essas pinturas, já na idade da pedra lascada, formavam histórias em sequência por ilustrações. No Egito Antigo, os Hieróglifos comunicavam de registros religiosos, acordos comerciais a histórias sobre os faraós, desta forma um segundo estudo da origem das histórias em quadrinhos.

Destes primórdios até o século XX, a comunicação evoluiu muito e os quadrinhos ganharam um espaço significativo na expansão da imprensa, as publicações de tirinhas nos jornais popularizavam por uma linguagem simples e visual, tornando um gênero de consumo cultural. Por volta dos anos 30, as tirinhas saíram dos jornais e passaram a ser publicadas em revistas independentes.

A primeira história em quadrinhos nesta versão moderna e semelhante (com os balões de falas) com as atuais foi criada pelo artista americano Richard Outcault em 1895. “A linguagem das HQs, com a adoção de um personagem fixo, ação fragmentada em quadros e balõezinhos de texto, surgiu nos jornais sensacionalistas de Nova York com o Yellow Kid (Menino Amarelo)”, diz o historiador e jornalista Álvaro de Moya, autor do livro História da História em Quadrinhos. Informação referenciada do site: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-inventou-as-historias-em-quadrinhos/

O que são as HQ’s?

As HQ’s são texto de linguagem mista com a predominância da não verbal, ou seja, o uso de imagens como estrutura de narração. Este gênero é composto por quadros que delimitam as cenas e perspectivas para cada diálogo e contexto, podendo variar em pequenos, grandes quadros que ocupam páginas inteiras, ou nas duas formas juntas.

Os conteúdos, até pouco tempo, eram voltados para o teor lúdico e fantástico, como saga de heróis e a luta contra vilões, ou até mesmo de maneira educativa como quadrinhos destinado a crianças. Porém, existem novas temáticas que estão sendo abordadas dentro deste gênero caindo no gosto dos leitores, temas como: filosofia, adaptações de textos clássicos literários e até debates complexos.

Por ser uma gênero que instiga a imaginação, os movimentos e sons são representados por palavras e imagens que imitam as estas ações, essa figura de linguagem é chamada de Onomatopeia.

História em Quadrinhos no Brasil

O século XIX foi marcado pelo pioneirismo das HQ’s do suíço Rudolph Töpffer, o francês Georges Colomb e até o italiano Angelo Agostini, radicado no Brasil desde os 16 anos de idade, que abriram as portas do gênero para o mundo.

Os quadrinhos brasileiros completam, neste dia 30 de janeiro de 2022, 153 anos de existência no país. Este marco deve-se a primeira HQ publicada na revista Vida Fluminense por Angelo Agostini, As aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte. Em 1984, Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) reconheceu e estabeleceu a data como o Dia do Quadrinho Nacional.

As aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte conta a história da chegada de um caipira, Nhô Quim, na Corte do Rio de Janeiro e suas impressões sobre o local

O Brasil é um seleiro de artistas, dentre eles o quadrinhista José Carlos de Brito e Cunha (1884-1950), o J. Carlos – ilustrador, quadrinista e chargista –, considerado o maior cronista visual do Brasil na primeira metade do século 20, o artista que estava frente a frente com o criador do Mickey Mouse da Disney. Desde o século XX, as HQ’s tornaram-se uma indústria cultural voltada para todas as idades e segmentos.  

Nesta mesma década, o Brasil ganhou a primeira revista destinada para o público infanto-juvenil, O Tico-Tico editada por Luís Bartolomeu de Souza e Silva (1905), que trazia passatempos, mapas educativos, literatura juvenil e informações sobre história, ciência, artes, geografia e civismo além de trazer as histórias do Micjey Mouse da poderosa Disney em suas edições, foi um sucesso na época alcançando a marca de tiragem de 100.00 exemplares por semana. Seguindo o sucesso do O Tico-Tico, outras HQ’s fizeram a alegria de muitos jovens adolescente e crianças:

  •  Revista Gibi (1939)
  • O Pererê, de Ziraldo (1960)
  • os 3 Amigos, de Glauco, Laerte e Angeli (a partir de 1987, na revista Chiclete com Banana)
  • Castanha do Pará, de  Gidalti Jr. (2016)
  • Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa (1960)
  • Quadrinhos dos Anos 10, de André Dahmer (2016)
  • Cascão: Temporal, de Camilo Solano (2020)
  • Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá (2010)

HQ e Mangá

O Mangá é uma HQ de origem japonesa. Possuem a semelhança na essência, porém os métodos diferentes. A maior diferença está na leitura invertida, o mangá é lido da ultima página para primeira com os balões lidos da direita para esquerda, possui temáticas que vão do infantil, como histórias fantásticas de robôs e personagens com poderes, a temáticas adultas.

No Japão, a cultura de consumo dos Mangás é imensa e a circulação é bem maior e segmentada. As características que diferem os Mangás das HQ’s é encontrada no realismo dos desenhos, ou seja os personagens humanoides assemelha-se com os formatos humanos da realidade, com exceção dos tamanhos dos olhos. Nas HQ’s as histórias são coloridas, já nos Mangás é predominante o preto e branco, o que de certa forma barateia o custo das edições no Japão.

Uma outra “diferença” é HQ’s ocidentais, quando animadas digitalmente tornam-se cartoons como, Liga da justiça, turma da Mônica, X-men, no Brasil chamado popularmente de desenhos animados e os Mangás geram os animes, entre eles Naruto, Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Fullmetal, One Piace, Death Note.

Sem limite…

As HQ’s, levam a instigar a imaginação e ser uma forma de entretenimento. Para leitores pode ser apenas revistas, porém existem profissionais especialistas em Quadrinhos, tanto pelos traços, quanto pelo caráter histórico. Por exemplo, na época da Guerra Fria, os quadrinhos foram muito utilizados para influenciar jovens para o lado Norte Americano, assim como críticas também aos métodos da época, a presença e força da mulheres se juntaram aos quadrinhos também na representação de histórias protagonizadas por mulheres.

Referências:
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-inventou-as-historias-em-quadrinhos/
https://noitedosmuseus.com.br/dia-do-quadrinho-nacional-10-hqs-para-conhecer-a-producao-brasileira-de-gibis/
https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/historia-historia-quadrinhos.htm
https://osupercuriosos.blogspot.com/2019/09/hq-e-mangas-qual-diferenca.html

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https://www.youtube.com/watch?v=phLZRFaOseE

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