Em alta e em todas as frequências

Seja para ouvir uma boa música, ou acompanhar as notícias, o rádio é um instrumento de comunicação que foi, e ainda é, que um caminho de tornar qualquer informação democrática. Sua história nasceu em um contexto de invenções e descobertas científicas que estão presentes até os dias de hoje.

Uma programação de descobertas

A invenção da rádio pode ser atribuída ao italiano Guglielmo Marconi em 1898, mas para chegar ao modelo que conhecemos é foi preciso o trabalho de outros cientistas. O rádio como conhecemos foi o resultado de descobertas e desenvolvimentos tecnológicos de alguns cientistas anos antes de Marconi.

Para começar, voltamos a 1888 quando o alemão Heinrich Hertz provou a existência das ondas eletromagnéticas que é a essência da transmissão da rádio. Pouco tempo depois, , Thomas Edison usou o eletromagnetismo para criar o Grasshopper Telegraph, um telégrafo sem fio, uma vez que os sinais só eram possíveis via cabos ligados entre si. Essa Tecnologia foi utilizada por muito tempo nas transmissões da marinha, é o sinal eletromagnético que gerou a comunicação do famoso Código Morse.

Em 1893, Nikola Tesla fez a primeira demonstração pública da tecnologia

Com essa invenção e a sintonização de um circuito elétrico em determinada frequência, Oliver Lodge, em 1897, tornou-se possível usar o rádio como ferramenta de comunicação entre dois pontos distantes.

O Rádio de Marconi – Duna Press Jornal e Magazine

Anos depois, o italiano Guglielmo Marconi retomou a tecnologia do Tesla e patenteou a transmissão-recepção eletrônica em 1896.

Essa patente gerou disputas judiciais entre Marconi e Tesla e em 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos o reconheceu como o verdadeiro inventor do rádio


Essa nova forma de utilização das ondas, interpretação, emissão-recepção de sinal teve um papel importante no histórico de Guerra mundial, como meio de comunicação entre as trincheiras e a base, foi usado para transmitir avisos às cidades que estavam próximas aos locais de guerra e, mais adiante, virou forma de comunicação entre os aviões que sobrevoavam campos inimigos e as bases militares.

informações referenciadas do site https://www.letras.mus.br/blog/a-historia-do-radio/

A essência evolui para além das guerras e voltou-se para entretenimento e informação.

Acredita-se que a primeira transmissão da história do rádio tenha ocorrido em 1906, nos Estados Unidos, realizada por Lee de Forest quando testou seu experimento, uma válvula tríodo como componente de amplificação eletrônica. Este teste possuiu uma trilha sonora em 1907, transmitindo programas de música para toda a cidade de Nova York. Foi experimental, mas é considerada a primeira transmissão com audiência da história.

Porém, a primeira transmissão feita com voz foi feita pelo canadense Reinald Fessenden durante uma hora. Com o surgimento do sistema de ondas curtas, foi possível realizar transmissões internacionais a partir de 1921.

O Guarani

Há indícios que o padre gaúcho Roberto Landell de Moura já havia feito uma transmissão aqui no Brasil três anos antes da patente do italiano Marconi. Porém o Rádio ingressou no país no dia 07 de setembro de 1927 em comemoração aos 100 da intendência, com o discurso do presidente Epitácio Pessoa transmitido ao vivo nos pontos estratégicos de Niterói, Rio de Janeiro, Petrópolis e São Paulo, onde após o discurso a música o Guarani foi reproduzida.

Ainda hoje, às 18hrs, se você sintonizar a rádio a abertura O Guarani é reproduzido como introdução e encerramento do tradicional Voz do Brasil.

A transmissão não impressionou o governo brasileiro que não investiu na tecnologia. Porém no ano seguinte o médico e cientista Edgard Roquette-Pinto investiu para que a rádio ficasse no Brasil e viram como uma possibilidade de alcançar os 65% da população que ainda eram analfabetos.

Em 1923, foi fundada a primeira emissora de rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de janeiro (mais tarde renomeada Radio MEC). O governo autorizou o funcionamento, desde que ela apresentasse programas essencialmente educativos, o que não durou muito tempo. Devido a grande popularização, houve grande procura e uso da rádio para publicidade e o governo autorizou, logo a rádio pôde sustentar-se. Nos anos seguintes, o rádio tornou-se ferramenta de propaganda governamental

Daí pra frente inúmeros programas foram criados e estrelas brilharam por suas vozes poderosas nas fascinantes radionovelas, programas musicais etc. Nomes eternizaram e ecoaram pelos cantos do Brasil, como: Ademar Casé, Noel Rosa, Ângela Maria, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Dolores Duran, Cauby Peixoto, Marlene e Emilinha Borba.

Novos meios que não assustaram

Hoje existem outros meios de comunicação expressivos como Televisão, internet, plataformas de streaming que dividem a audiência. Exatamente, dividem a audiência, mesmo com essas inovações o rádio não perdeu espaço. A ferramenta adaptou e convive harmonicamente com a internet, tanto na transmissão, quanto nas programações de música, publicidades engajadas para o público e entrevistas com assuntos diversos.

13 de fevereiro intitulado como Dia internacional da Rádio

A data foi escolhida pois foi neste dia que a United Nations Radio emitiu pela primeira vez, em 1946, um programa em simultâneo para um grupo de seis países. A data foi declarada em 2011 pela UNESCO e o primeiro Dia Mundial da Rádio foi celebrado em 2012.

A rádio acompanhou e acompanha todos os momentos históricos desde de 1906 e permanecerá como um meio autêntico de comunicação. Sendo a internet, que já foi encabeçada pela transmissão via rádio, uma forte aliada. Essa relação pode ser, além de poderosa, é informativa e que abraça e abrange gerações de ouvintes e internautas.

Conectado com rádio e a internet, o programa Conexão Opyt é uma das ferramentas de entretenimento, informação e empreendedorismo que levam para o estado de Goiás a junção da internet da Opyt pelas plataformas online e a alta frequência da Jornal FM 96,5.

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