Agricultura 4.0: Com 24,31%do PIB do Brasil, a agricultura supera expectativas e inova. 

A agricultura que conhecemos hoje é fruto de uma evolução de milênios, desde o fim da era nômade, das aplicações de ferramentas rústicas e da aplicação de alta tecnologia no campo. 

Essa evolução sempre esteve em paralelo com os avanços científicos no decorrer dos séculos, usando de ferramentas manuais, auxílio de animais e posteriormente automotores desenvolvidos na revolução industrial do século XIX. 

A jornada de trabalho manual nas fazendas está a cada dia dando lugar para drones, computadores, máquinas inteligentes, auxílio no agronegócio, trazendo assim, um conforto e uma precisão melhor para o agricultor e o pecuarista.

 Desde 2010, a Agricultura 4.0 é uma expressão que representa um paralelo entre a agricultura e as ferramentas digitais  Essa associação cria um crescimento na quantidade e qualidade da produção, reduzindo desperdícios, consequentemente custos e agilizando processos de maneira eficiente. 

Gestão de dados, produção a partir das ferramentas desenvolvidas, sustentabilidade e profissionalização são os pilares que estruturam a Agricultura 4.0. Estas tecnologias vieram engajadas para melhorar a produção, trazendo a tecnologia como uma ferramenta essencial para  o agricultor e pecuarista, sendo este público de pequenos a grandes agricultores e pecuaristas, que são: 

      • Os pequenos agricultores residem na zona rural com menos de 50 hectares, podendo terceirizar alguns serviços, em suma produz vários tipos de cultivo e distribui diretamente nos mercados da região.
      • Agricultura familiar, como o nome já especifica, trata-se de uma cultura de produção familiar, onde todos os integrantes da família participam exclusivamente das atividades em uma terra também menor que 50 hectares.
      • O médio agricultor possui uma quantidade maior de hectares, terceiriza serviços específicos e produz vários tipos de cultura na terra ou animal. 
      • Os grandes agricultores são, em sua maioria, produtores em grande escala e em geral de uma só cultura de cultivo ou pecuária. São os que possuem parceria com marcas grandes no mercado e possuem o próprio maquinário para o cultivo, manutenção e colheita.

A agricultura é um dos setores que mais cresce na economia brasileira. O CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), analisou que em 2020 o setor alcançou o recorde de 24,31% do PIB (Produto Interno Bruto) total do país, quase 2 trilhões dos  7,45 trilhões do PIB brasileiro em 2020.

Devido esse crescimento, a necessidade de evolução de conectividade entrou em pauta em cooperativas e escritórios agrícolas de pequenos e médios agricultores, para que desta forma possam entender como produzir mais de maneira mais eficiente e que possam viabilizar os custos.

Desafios da agricultura 4.0 

Falar em tecnologia, a princípio, remete a altos investimentos. De fato, é necessário que o agricultor ou pecuarista tenha em mente que investir na tecnologia e na digitalização de processos terá seus custos, mas os resultados, em alguns setores a curto e em outros a um longo prazo, agregarão para a melhoria na produção. 

Para grandes agricultores, esse investimento já faz parte do dia-a-dia, mas o pequeno e médio agricultor enfrenta esse obstáculo dos valores de investimentos. Desta forma, para viabilizar essa tecnologia, as cooperativas disponibilizaram a inserção na Agricultura 4.0 de forma que seja feito um revezamento e assessoria entre estes agricultores.

Necessidade de internet no espaço agropecuário.

Toda tecnologia da Agricultura necessita de internet para seu pleno funcionamento nas zonas rurais, seja para transmissão de dados, acesso remoto de algum maquinário, ou monitoramento em tempo real. 

As diversas ferramentas necessitam estar integradas, para que exista a automação dos processos. Estes conceitos estão ligados ao IoT (Internet of Thing – Internet das coisas), onde todas as ferramentas e equipamentos estão conectados para a otimização das informações.

Devido às grandes distâncias das sedes das fazendas, as opções mais adotadas são a internet via rádio ou satélite, desta forma podendo abranger um espaço maior do espaço das propriedades rurais. Entretanto, faz-se necessário uma torre e equipamento instalado na região para esse fornecimento, o que demanda um considerável investimento. 

Uma assessoria, uma startup

Existem mais de 1100 startups voltadas à agricultura que levam a conectividade e a tecnologia para o pequeno e médio agricultor. Estão presentes dentro da propriedade e em escritórios, que auxiliam os produtores rurais desde os cuidados da terra até o agronegócio. 

Estas startups possuem a consciência dos desafios de conexão à internet nas sedes rurais, desta forma buscam meios alternativos como o Bluetooth na gestão de dados, ou seja, conectando máquinas umas às outras.

Outra alternativa é o recolhimento de dados ao final do dia e análise nos escritórios das startups. Porém, a ideia da conectividade instantânea neste caso não se aplica, ficando a cargo de dados recolhidos.

Segundo estimativas, nos próximos anos as zonas rurais irão estar mais conectadas à internet, logo não sendo uma das maiores preocupações das startups, potencializando a oferta de produtos mais inovadores voltados essencialmente na produção.

A Opyt pode ajudar

Antes de ser uma provedora de internet via a fibra, a Opyt oferecia o serviço de internet via rádio em Inhumas e região, possuindo torres levantadas no centro-norte do estado. Mesmo com a migração para internet via fibra óptica, foi mantido o sinal da internet via rádio, de forma a atender clientes fora do perímetro urbano. Para ter internet na zona rural, é necessário uma análise de viabilidade técnica devido a fatores geográficos das instalações. Entre em contato através do site ou vá à loja mais próxima de você.

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